A AFETIVIDADE NA RELAÇÃO PROFESSOR E ALUNO

O ser humano é social por natureza. Desde o inicio de sua vida relaciona-se de uma forma particular e especial com a figura materna que é a mediadora do mundo para o bebê. Gradativamente outras pessoas começam a fazer parte de seu mundo
As pessoas realmente importantes em nossa vida são aquelas que, com real e sincero interesse são capazes de nos escutar e nos responder com conselhos, criticas, reflexões e questionamentos. A ação dessas pessoas pode ter um efeito positivo em nossa conduta, levando-nos a melhorar comportamentos e aspectos negativos ou insatisfatórios de nossa personalidade. O diálogo estabelecido com aceitação e respeito torna-se positivo e construtivo porque ao nos percebermos aceitos e importantes para o outro não precisamos usar defesas, negações, nem nos sentirmos humilhados e depreciados .
Todos nós sabemos como são importantes relações humanas saudáveis e como estas relações, embora complexas, são peças fundamentais na realização de mudanças em nível comportamental. Não podemos pois ignorar a importância de tal interação entre professores e alunos em especial nos primeiros dez anos de vida, quando a base de nossa personalidade se estabelece.
A escola tem grande importância social por produzir modificações comportamentais e contribuir para a fixação de valores e ideais.
A criança , ao entrar na escola, passa a interagir com o meio social construindo relações afetivas, diferenciando-se do outro, e formando a estrutura do seu eu.
O professor assume um papel de destaque na aprendizagem da criança, pois ele é o mediador nesse processo e, não APENAS e EXCLUSIVAMENTE , o detentor do conhecimento e do saber. Por meio da afetividade, o educador influencia no resultado da educação de seus alunos. A maneira como o professor se comporta em sala de aula, por meio de seus sentimentos, intenções, desejos e valores, afeta seus alunos. Uma simples maneira de falar é capaz de fazer toda diferença. Sendo assim, o respeito, a amizade e a compreensão devem estar envolvidas neste processo.
A interação professor-aluno ultrapassa os limites profissionais , pois é uma relação que envolve sentimentos e deixa marcas para toda a vida. A criança precisa ser ativa na construção do conhecimento e responderá muito melhor, quando tem uma boa relação de afeto com o professor. Os alunos, na maioria das vezes, obedecem por que temem perder a amizade e a estima do professor e não por que têm consciência dessa necessidade . O professor deve estimular o aluno a pensar, a questionar, despertando sua curiosidade e dando-lhe oportunidade de experimentar e de agir sobre o conhecimento. Ser professor envolve também despertar no aluno valores e sentimentos como o amor ao próximo e o respeito mútuo , entre outros.
É através das diversas interações, escola, família, professor e aluno, que a criança ampliará suas experiências. Estas experiências contribuirão para a construção da sua personalidade Neste sentido pode-se dizer que a emoção é essencial ao individuo e a afetividade é o combustível das ações provocadas pelas emoções.
A criança precisa acreditar em si para melhorar a imagem que ela tem de si mesma. Dessa forma, quando há incentivo, as pessoas se sentem capazes e essa capacidade deve ser estimulada a todo o momento.
Para exercer sua função, o professor precisa aprender a combinar autoridade , respeito e afetividade, isto é, ao mesmo tempo que estabelece normas, deixando bem claro o que espera dos alunos, deve respeitar a individualidade e a liberdade que eles têm possibilitando-lhes desenvolver o senso de responsabilidade. O foco do professor tem de ser o grupo. Mesmo que tenha de atender um aluno individualmente , a interação deve estar sempre direcionada ao grupo e em torno dos objetivos e do conteúdo da aula.
Respeito se conquista, não se impõe. O dialogo é o melhor caminho para a solução de problemas. O professor deve ouvir os alunos, dando-lhes a atenção devida e cuidar para que aprendam a expressar-se, expor opiniões e dúvidas e para isso é necessário um clima de respeito e em uma ambiente não competitivo nem comparativo. As respostas e opiniões dos alunos mostram como eles estão reagindo à atuação do professor. As dificuldades que encontram na assimilação dos conhecimentos servem para diagnosticar as causas que dão origem a essas dificuldades.
O professor deve trabalhar com autoridade, isto é, saber que seu papel é de responsável maior, e na condição de mediador das relações e conhecimento, deve mostrar que não é o único a tomar decisões. Estas decisões deverão ser partilhadas e construídas, com vistas a superar práticas autoritárias, quando o professor é o que manda no aluno, decide por ele , impedindo o seu crescimento autônomo .
A conduta do professor influi na motivação, afetividade e dedicação do aluno ao aprendizado . A forma como o aluno sente que é visto pelo professor interfere e determina sua relação com o saber. É muito importante que o professor reforce a autoconfiança dos alunos, mantendo com eles uma atitude de cordialidade e respeito. Para aprender, o aluno precisa ter ao seu lado alguém que o perceba nas diferentes situações da aprendizagem e que o ajude a evoluir no processo, a fim de alcançar um nível mais elevado de conhecimento. Por meio da interação que se estabelece entre eles, o aluno vai construindo novos conhecimentos, habilidades e significações, sendo a afetividade fator primordial neste processo.
Segundo Wallon a afetividade pressupões três emoções básicas: Alegria( prazer), cólera( raiva) e medo . Todas são importantes para se conhecer a afetividade que permeia todas as relações significativas das pessoas, incluindo a de professor/aluno.
Para esse autor, o crescimento da inteligência está ligado à afetividade, ou seja, a afetividade e a inteligência são parceiros inseparáveis na evolução psíquica, pois ambas ajudam no desenvolvimento das crianças. As crianças não podem ser vistas pelos professores apenas como cabeças pensantes, pois trazem para a sala de aula o corpo e as emoções e cada uma destas envolve um grau de tensão .
A alegria resulta de um equilíbrio e de uma ação recíproca entre o tônus e o movimento(emoção eutônica). Traz inquietação e também, pode trazer entusiasmo para a realização de atividade. Esse tipo de emoção parece ser a que traz menor dano para o intelectual da criança. Na timidez há hesitação na execução dos movimentos e incerteza na postura a adotar. Há um estado de hipotonia, tal como nos estados depressivos. O Medo é demonstrado através de situações novas ou parcialmente novas como: responder a alguma atividade, apresentar um trabalho etc. A cólera e a ansiedade vinculam-se a um estado de hipertonia, no qual há excesso de excitação sobre as possibilidades de escoamento. Os componentes corporais da cólera ( contrações musculares, gritos, alteração da voz ) podem expor o professor diante da classe ao tornar visível para os alunos seu estado emocional gerando desgastes físicos e emocionais.
A raiva, a alegria, o medo, a tristeza e os sentimentos mais profundos ganham funções relevantes na relação da criança com o meio A emoção impacta o outro e tende a se propagar no meio social.
Para Piaget o afeto é essencial no desenvolvimento e funcionamento da inteligência. Sem afeto não haveria interesse, nem necessidade, nem motivação.
Em conseqüência , perguntas ou problemas nunca seriam colocados e não haveria desenvolvimento da inteligência. A afetividade é uma condição imprescindível na construção da inteligência, embora não seja suficiente. É uma importante energia para o desenvolvimento cognitivo

As práticas pedagógicas

A sala de aula é um lugar onde as emoções se expressam, e a infância é a fase emocional por excelência. Como em qualquer outro meio social, existem diferenças, conflitos e situações que provocam os mais variados tipos de emoções. E, como é impossível viver num mundo sem emoções, ao professor cabe administrá-las e coordená-las. É imprescindível que o professor interaja com os alunos buscando descobrir seus motivos e compreendê-los. Assim, é preciso dar espaço para que a criança expresse seus próprios sentimentos, sem ser julgada, expressando-os de maneira socialmente aceitável. Não é errado nem feio sentir raiva. O que pode ser reprovado é a expressão inadequada da raiva, como bater em alguém.
O ideal é que o professor permaneça atento às manifestações afetivas dos alunos administrando essas situações emocionais e favorecendo a adaptação das crianças.. O professor consegue um bom resultado quando consegue ouvir os alunos em suas mensagens, não só verbais, como também as evidenciadas pela postura corporal, isolamento, silêncio, agitação e pela agressividade .

O professor favorece o equilíbrio na sala de aula quando adota atitudes que criam situações emocionais positivas como elogiar, estimular, aceitar limitações e dificuldades sem desconfiança e com respeito, demonstrar afeto e interesse pela vida do aluno, Dessa maneira estará estimulando o envolvimento entre professor-aluno e aluno-aluno. Porém na maioria das vezes, a criança percebe quando o professor gosta dele e acaba por tirar proveito dessa situação .
O olhar do professor para o seu aluno é indispensável para a construção e o sucesso da sua aprendizagem. Isto inclui dar credibilidade às suas opiniões, valorizar sugestões, observar, acompanhar seu desenvolvimento e demonstrar acessibilidade, disponibilizando-se para mútuas conversas. As relações afetivas se evidenciam quando a transmissão do conhecimento implica, necessariamente na interação entre pessoas.
A escola como meio social, é um ambiente diferente do familiar, porém bastante propício ao desenvolvimento das crianças por ser diversificado, rico em interações, permitindo-lhes estabelecer relações simétricas entre parceiros da mesma idade e assimétricas com os adultos. Ao contrário do ambiente familiar onde suas posições são fixas, na escola elas dispõem de uma maior mobilidade, sendo possível a diversidade de papéis e posições. Dessa forma, o professor e os colegas são interlocutores permanentes tanto no desenvolvimento intelectual como no caráter da criança.
O aluno sempre se satisfaz quando percebe que o professor gosta dele., compromete-se e se importa com ele. A criança precisa acreditar em si e ao ser elogiada e incentivada a dar o melhor de si vai se sentindo capaz.
O afeto do professor com alunos é uma ferramenta muito importante no processo de aprendizagem, motivação e adaptação do aluno. As crianças são extremamente sensíveis e perceptíveis e mesmo que não consigam expressar com palavras percebem quando o professor trata de forma diferencial alguma criança, e sofrem ao se sentirem depreciadas ou preteridas. A relação afetiva entre professor e alunos contudo, não pode ser a mesma das relações familiares e vai muito além de dar beijinhos, elogiar e acarinhar. Precisa ser demonstrado de forma diferente. Isso acontece quando o professor é sincero, justo, chama a atenção do aluno de forma respeitosa, não o decepcionando , não expõe o aluno, valoriza sua participação, aceita seus limites e estimula-o a dar o melhor de si. Este afeto se manifesta ainda quando não tem atitude e expectativas preconceituosas, prepara suas aulas de forma atrativa e adequada ao nível geral dos alunos.
O professor deve mostrar que gostar não significa fazer todas as vontades da criança, mas agir com paciência, dedicação e afeto para que o aprendizado se torne mais prazeroso e afetivo. O autoritarismo leva ao desinteresse pela aprendizagem
O prazer pelo aprender não se manifesta espontaneamente. Na maioria das vezes envolvem tarefas que não trazem em si satisfação e são vistas como obrigação. O prazer aparece em conseqüência destas ações e quase sempre resulta das atitudes dos professores. Obter bons resultados, boas notas, agradar ao professor, ser elogiado , são exemplos do que afirmamos. Para que isto se torne realidade , o professor deve despertar a curiosidade dos alunos, acompanhando suas ações no desenrolar das atividades em sala de aula.
Wallon (1994) ressalta que um fator que pode produzir situações conflituosas do ponto de vista da emoção é a limitação do espaço de expressão, movimento, liberdade, e interação da criança. As emoções dependem fundamentalmente da organização dos espaços para se manifestarem. Quanto ao tamanho do espaço, diz que as salas de aulas deveriam ser amplas uma vez que a criança precisa de espaço para se movimentar com liberdade. A escola tradicional imobiliza a criança na cadeira, limitando justamente a fluidez das emoções e do pensamento, tão necessários para o desenvolvimento completo da pessoa. O movimento é extremamente necessário para o desenvolvimento completo da criança tendo um papel fundamental no desenvolvimento cognitivo e afetivo. Ausência ou excesso de movimento podem gerar o surgimento de estados emocionais indesejáveis.
As reações posturais das crianças são normalmente interpretadas como desatenção. Assim, há uma grande insistência pela contenção do movimento, como se sua simples eliminação pudesse assegurar a aprendizagem da criança. Muitas vezes é necessário que o aluno se movimente dentro da sala de aula. Sabemos da importância da atenção dentro de sala de aula e das dificuldades para mantê-las com crianças menores. Contudo, o professor não pode entender um movimento como sinônimo de desatenção ou indisciplina..
Na maioria das vezes o professor tem dificuldade de reconhecer os estados emocionais das crianças e de lidar com suas expressões motoras.. Pode cometer o engano de interpretar expressões de alegria como indisciplina. Esse erro de leitura normalmente o leva a reagir com irritação diante da simples presença de uma criança hipertônica, demonstrando não estar preparado para lidar com as necessidades dela .
Quando uma forte emoção acomete o individuo, sua capacidade cognitiva fica reduzida impossibilitando-o de compreender a presença e as ações de uma autoridade As reações do professor podem determinar a diminuição ou o aumento das explosões emotivas da criança .
Quando um aluno está muito tumultuado emocionalmente , o professor deve utilizar-se de algumas técnicas para reduzir a sua emoção e deixá-lo menos vulnerável . Refiro-me à dramatização, ao desenho, ao relato oral, que podem ser utilizados dentro de sala de aula e até mesmo a introdução de exercícios posturais e de respiração que serão de proveito para toda a turma.
Os professores que não conseguem lidar com as situações emotivas que encontram em sala, tornam-se vulneráveis e frágeis aos olhos dos alunos. A crianças precisa sentir que o professor é uma pessoa que se importa com ele, sendo capaz de contê-la afetivamente, se necessário.
Muitas vezes, infelizmente, em nome da disciplina, professores tomam atitudes, no mínino pedagogicamente questionáveis: fazem imposições sem fundamento, retiram o aluno da sala de aula como medida disciplinar ao invés de tentar resolver os conflitos que ocorrem dentro da sala e no âmbito intra-classe . Pior, ameaçam os alunos e, mesmo inconscientemente chegam a humilhá-los. Ás vezes nos deparamos com docentes que ao ouvirem conversas durante a aula gritam com os estudantes, fazem ameaças dizendo que a prova se aproxima e que eles não conseguirão êxito . Afirmam que o conteúdo está “dado”, ou, então, como punição, passam exercícios valendo nota, para serem entregues ao final da aula.
Outros, simplesmente, ignoram tal fato, demonstrando, claramente, que estão mais preocupados em cumprir o conteúdo curricular planejado para aquela aula que descobrir o porquê da falta de interesse e da indisciplina da maioria dos alunos. Situações em que professores bem intencionados expõem as crianças sujeitas às suas fragilidades e dificuldades diante dos colegas não são incomuns. Infelizmente, têm conseqüências danosas para o desenvolvimento da capacidade de confiar no outro ser humano.
É aconselhável ,por ser altamente produtivo , que o professor desenvolva o hábito de fazer um reflexão e supervisão interna de suas ações para observar se suas atitudes incentivam a autonomia e o aumento da auto estima do aluno. Muitas vezes condutas inadequadas de alunos refletem atitudes inadequadas dos professores, como falta de autoridade, proteção excessiva, anotar deveres na agenda do aluno ao invés de deixar que ele o faça, fornecer as respostas dos exercícios quando eles não conseguem obtê-las deixando de ajudá-los a descobrir o erro. Pior ainda quando o professor se deixa levar pelos sentimentos e afetos e adota condutas diferenciadas privilegiando aqueles alunos que atendem suas expectativas comportamentais.
O professor deve manter o equilíbrio entre razão e emoção A ausência de emoção demonstrada pelo professor torna-o invisível e cego diante das manifestações verificadas na salas de aula.
O bom professor é o que consegue, enquanto fala, trazer o aluno para dentro do tema , evidenciando analogias e paralelos que possam envolvê-los e fazer que participem de atividades e das questões tratadas, evitando dessa forma o desinteresse, a sonolência e a distração .
Quando o professor assume uma postura autoritária e acredita que o seu distanciamento é sinal de respeito acaba funcionando como um general que intimida os alunos mas não garante a aprendizagem. Esse tipo de professor costuma dar atenção e retorno apenas para os alunos que , sentados nas primeiras carteiras, olham-no atentamente. Quando algum dos , supostamente, desinteressados faz alguma pergunta, é simplesmente ignorado, ou recebe como resposta: “se você estivesse prestando atenção, teria entendido”. Convém salientar que essas “disputas” entre mestre e discípulos pouco ou nenhum resultado prático trazem. Um aluno que é retirado da sala de aula por comportamento inadequado e é encaminhado à coordenadora para levar uma bronca ou realizar uma pesquisa , como castigo, não obterá a aprendizagem desejada .,
O professor deve transmitir os conteúdos de forma clara e compreensível, formulando perguntas que facilitem a aprendizagem. Além disso o professor deve perceber a importância da interação propiciando situações de diálogo, aproximação, troca de experiências, construção de elos de amizade, companheirismo e respeito mútuo.
Um aluno jamais deve permanecer passivo e, mesmo que as respostas dadas sejam incompletas ou incorretas, o verdadeiro educador sempre deve fazer um comentário crítico construtivo: “Você quase conseguiu’ … ‘Valeu a tentativa!”; “Esqueceu, não é?” “Vamos ver se amanhã você já conseguiu se recuperar da amnésia”. A forma como ele conduz a aula deve despertar a curiosidade pelo ouvir e aprender. Ressaltar em tom de critica o esquecimento, o não saber de um aluno só vai levá-lo a temer se expor e ver a aprendizagem como algo sofrido.
Na atualidade, as crianças estão expostas e em contato com os recursos tecnológicos enquanto a escola ainda é tradicional e pouco se utiliza dos avanços tecnológicos. Assim, é importante que o professor se coloque como mediador no mundo em que as crianças vivem, procurando utilizar as contribuições tecnológicas que elas podem trazer, para tornar a aula mais atrativa.
Aulas dinâmicas, divertidas, linguagem clara, objetiva e de fácil entendimento, sempre associando o tema em questão a situações atuais, de conhecimento dos alunos, utilizando mais a explanação verbal do que o quadro (visto como um apoio para registrar, de forma resumida, alguma informação mais importante), tornam as explicações dadas pelo docente uma aula motivadora.

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